22 de jan. de 2008

Redondo

Esta viagem a CGD rendeu muito mais do que eu esperava. O principal motivo da viagem era treinar uma vendedora nova que trabalhava com na concorrência. Surpresa foi encontrar uma ex-colega de Unibanco, onde trabalhei em 2004. Helen era a melhor Gerente de Expansão de Mercado - GEM, função que compreendia em abrir contas de prospects indicados pelo Depto de Televendas do banco. A performance da mossa era a melhor do Centro-Oeste e estava entre as melhores do Brasil. Com as voltas redondas que o mundo deu ela veio parar em CGD. Já era casada na quando a conheci e com a extinção do cargo GEM foi transferida para Goiânia, sua terra natal e assumiu uma função burocrática dentro da agência mas manteve o salário de R$ 5.000,00. Tomou um empréstimo de R$ 30.000,00 e colocou a grana na mão do marido que terminou o casamento e lhe deu o calote. Demitida por justa causa e com o saldo de uma ação trabalhista movida contra o banco saiu de Goiânia e chegou aqui. Venho para trabalhar com uma amiga, conhecia há 17 anos. Repetiu o sucesso do tempo do Banco mas teve as asas podadas pela patroa que aos poucos minou a sua motivação e seu bolso. Foi salva pela sua fama, que chegou aos ouvidos do Gerente de uma empresa concorrente, e meu cliente.   Hoje ganha pouco mais de R$ 1.000,00 por mês mas tem a mesma motivação do tempo em que trabalhava no Unibanco. É inspirador acompanhar o seu ritmo e a forma como encara os desafios diários de um vendedor. O pensamento está sempre no melhor valor, em oferecer o melhor produto, em cativar desde o auxiliar de limpeza quanto o dono da empresa. Da forma ética como trata o trabalho e da habilidade de se relacionar profissionalmente. Beleza nunca foi um atributo que lhe pudesse ser atribuído, muito pelo contrário , mas que alma destemida, que vontade e coragem tem essa criatura. Pude ter orgulho da minha trajetória, mas não deixei de aprender.

21 de jan. de 2008

Grande Campo

Campo Grande,
 
Estou na capital do Boi. Cidade ótima, bons negócios e o clima tá agradável.

15 de jan. de 2008

Descontruindo o Sexo

Nunca me dei bem com o sexo. Sempre achei sexo muito complicado, muito carregado. Nunca tive problema pra falar de sexo, mas não sou seguro sobre sexo. Minha vida sexual começou com a empregada da casa do meu padrinho. Foi uma festa em uma festa. Eu fui o primeiro de uns outros 8 a transarem com ela. Luciana chamava a danada. Depois de uns 2 meses ela foi mandada embora, mas eu continuei me lembrando dela, e como lembrava. Ficaram marcas profundas em mim. Uma bela cicatriz de uns 7 cm no canal da uretra devida a uma cirurgia para eliminação das verrugas do HPV.

Na infância, durante as viagens exploratórias sempre era repreendido e enquadrado como “pecador”. Na adolescência tomei uma baita bronca por causa se inocentes revistinhas de sacanagem encontradas pela minha mãe em um armário do banheiro social. Teve até reunião de emergência com meu Pai, que saiu do trabalho apenas pra me dizer que eu devia ter mais cuidado com as minhas revistinhas. Todo esse circo não caiu bem e ajudou a reforçar a idéia de “prazer proibido”. Com o reforço da culpa Católica, me sentia muito mal quando me masturbava. Sujo, infeliz, culpado, pecador...etc. Achava que era castigo de Deus sempre que alguma coisa ruim me acontecia, acreditava que era uma expiação pela punhetinha de ontem. Isso valia pra tudo nota ruim, as tragédias da e na família, brigas com minhas irmãs, brigas entre meus pais, tudo culpa minha. Lembro que comecei a jogar na loteria muito cedo e parecia que a vontade de me masturbar crescia de acordo com o acúmulo do prêmio. E se na véspera de um sorteio acumulado era batata. Me masturbava, não ganhava o prêmio e achava que uma coisa tinha a ver com a outra. Complicada a minha cabeça. Parece uma esponja. Natural que fosse assim na infância mas mesmo depois de crescido eu ainda sou muito suscetível às palavras. Elas tem poder sobre mim. E até hoje palavras chave são pronunciadas pelo meu inconsciente ferozmente. E ele é implacável.

Na transição da adolescência para a fase pseudo-adulta não foi diferente. Muitas frustações muitas cobranças e pouco sexo. Ainda sobre as palavras, sempre me impressionava quando os garotos contavam suas peripécias épicas e eu, sem nem experimentar, já me sentia incapaz de realizar tais façanhas. Nunca confiei no meu taco, apesar de serem comuns elogios à minha performance. Tenho uma teoria. Assim como as mulheres se vestem para outra mulheres os homens fazem sexo para os outros homens. Claro que há edonismo em ambas as situações. Não estou afirmando que não existe prazer no sexo apenas afirmo que há, também, auto-afirmação. Mas em fim, voltando ao assunto, sempre me achei incapaz, micro peniano, sei lá...muito louco isso. Além da minha esposa, que me mostrou o sexo pleno, integro apesar da desintegridade de ambos, lembro de poucas boas vezes que fiz sexo, e posso considerar que fiz bastante sexo

4 de jan. de 2008

Balanço 2007

Em Fim 2008!

O ano de 2007 foi um ano muito importante na minha história. Marcou definitivamente o início de um processo de amadurecimento. E como todos os processos da minha vida, este é um processo lento, gradual, instável e dispendioso.
O começo do ano foi marcado por uma comemoração que pode ser considerada uma revelação ontológica, uma amostra do que seria o ano. Com um belo porre comecei 2007 com muita bebida, que estaria presente durante todo o ano, mas de forma muito diferente de 2006. Antes a bebida me dominava e conduzia a uma cartase.
Fuçando encontrei que Carnaval deriva de Carne Nada Vale. Perfeito para o ciclo que teve início exatamente durante esta data ou seja, o início do processo psico-terapêutico.

O início da terapia trouxe a possibilidade de amadurecimento do espírito em detrimento da carne - carnadavale e foi marcado pela caída das máscaras, como no final de um baile de carnaval.
Foi um período muito difícil pois as estruturas internas sagradas religião, pai e mãe, masculino e feminino e meu Ego foram revisadas. Inclusive a meu casamento foi dessecado e teve revista a responsabilidade, agora de 50% pra cada no ônus e no bônus.

Outra revisão foi sobre o M, o masculino que me pertence. A avaliação deste aspecto me mostrou as deficiências do meu masculino que são atestadas pela falta de postura, de agressividade caracterizada pela ausência de vontade própria. Em função de ser aceito, não postulava nada apenas a aceitação e em função disso opiniões fracas, pontos de vista mutáveis, submissão.

"Aquele que sempre cede aos outros acabará não tendo princípios próprios.".

Neste ponto já era clara a interação entre a minha dinâmica psicológica e a da minha companheira, já que a sua função F é inversamente proporcional à minha M. Conhecei os deselogios indiretos que meu masculino sofria cada vez que participava da dinâmica materna. Esta conclusão gerou raiva e ódio, que tiveram que ser sublimados pelo perdão. Importante avaliar o perdão de outro ângulo que faz necessário o perdão interno. Com este movimento passa-se a não mais reconhecer a ordem ou prejuízo e parte-se então a RECUPERAR O QUE ACREDITO QUE FOI PERDIDO. Perdoar é reconhecer a perda ocorrida e partir em busca da restituição do que foi perdido, seja o amor próprio, auto-estima, uma situação, etc. No caso dos prejuízos causado ao ser, aqueles que constroem a resposta inconsciente, que afetam nosso modode ser e viver é necessário recorrer à seguinte frase: “Torna-te o que tu és!” do célebre Friedrich Nietzsche. Este imperativo ético mostra como deveria ser a conduta de uma maduro ser. Apesar de curta esta máxima encerra em sí a busca de qualquer disperto, aquele que descobriu-se longe de seu íntimo e carente de sí mesmo. Esta é a verdade em sí.
No meio deste caminho muitas dúvidas claras e algumas certezas. Tinha, e ainda tenho, dúvida do que sou, mas certeza do que não sou. Claramente as influências já não podiam mais determimar minha vida, minha atitudes então deveriam ser, gradativamente, orientadas pelo meu íntimo, pela minha consciência.

Boas leituras neste período me ajudaram a discernir a parte do todo e tenho que destacar a obra Quando Nietzsche Chorou, que provocou uma série de diálogos internos que abriu minha mente. Este livro mostra um personagem ordinário que se encontra com o extraordinário Nietzsche por coincidência na época da fundação da psicanálise o que resulta numa assembléia dos conceitos, crenças e escolhas da vida humana. Outra boa leitura foi Aprender a Viver, que sepultou de vez meu conceito sobre religião. Este livro conta a história da filosofia, suas principais etapas e consequencias e as antíteses que contra argumentam com as principais idéias da filosofia. Busquei ajuda também no clássico Bhagavad Gita, uma obra Indú que desconstroe o íntimo das sensações emoções que motivam o comportamento e com isso fornecem munição para uma luta interna do Ego com o Ser Íntimo, o Deus que há em cada um de nós. Este poema traz passagem lindas, que afagam nossa alma e nosso coração. Ensina a determinar o que são nossos veradeiros sentimentos e o que são impressões do Ego sobre nossa alma. A leitura não está terminada pois requer coragem pois este livro é um instrumento de reforma íntima. É um manual prático para a Salvação. Uma boa lição até agora: "É necessário buscar o topo da alma e não o chão do estômago".

Outro ganho deste período foi a consciência de quer ser ético é primordial. É antes de tudo um viver de acordo com meu íntimo, com meu ser. Ficaram pra trás fraudes, desvios de recursos e malandragens. Vitória é luta com glória.

Na seqüencia dos acontecimentos encontrei paz tranquilidade e aconchego e pude até contemplar a ascensão da minha companheira. Desacostumado com a visão do paraíso me deixei levar pelas emoções mas pude viver momentos de paz. Importante notar que a auto-sabotagem não está morta que aguarda o momento certo para atacar. É preciso "Orar e vigiar" sempre para evitar que padrões antigos possam atrapalhar uma sequencia positiva de eventos.

Com todas estas conclusões e algumas outra mais profundas terminei o ano mais otimista do que nunca, com muito mais conhecimento de mim do que no começo e com vontade de continuar crescendo. À vezes me abato com coisas simples, mas tenho muito mais controle do que penso e consigo me levantar.

Este ano de 2007 foi um ano de gestação. Ano de olhar pra dentro e cuidar de mim, despertar para o EU e preparar o meu renascimento.

E foi uma viagem incrível olhar pra dentro de mim. Foi até rápido ter uma visão geral mas são muitos detalhes, muitas características. Não é fácil ter esta visão, encarar a sí mesmo sem ter vergonha, medo. Mas é muito importante para que se reconhece a verdade sobre sí. A esta altura tive que encontrar uma forma encontrar beleza dentro de mim. Não que ela não existisse mas era superficial e mercenária, objetal. Uma bela viagem. Aprendi a dar valor ao meu eu, a valorizar meu tempo, minha cabeça. Além de valorizar, trabalhar para meu aprimoramento, meu amadurecimento. Um trabalho fantástico e lucrativo.



PS: 96kg /24%.

30 de dez. de 2007

URUS – O BISÃO OU O TOURO SELVAGEM – Regerá 2008


A caça de búfalos, além de servir para a alimentação nas tribos germânicas, também era um ritual de passagem, o meio pelo qual o jovem provava à tribo que estava amadurecido e pronto para uma vida adulta. O significado principal de URUS é determinação, transformação natural como um processo de amadurecimento em que a pessoa possui força e habilidades suficientes para assumir responsabilidades.

Assim, 2008 será um ano de crescimento, transformações naturais onde, entre outras atitudes, o momento mágico de alquimia interior desdobra no amadurecimento e na evolução de cada Ser interagindo com o planeta.

Cada um tem o momento certo para despertar. Se você melhora, amadurece e cresce, melhora também o outro nesse despertar.

Portanto, o lema para 2008 é substituir a subjetividade nociva pela determinação e coragem, policiar sempre o foco e o objetivo a ser alcançado. Quando conseguimos visualizar a realidade interna e externa estamos na lei da “objetividade”.

25 de dez. de 2007

Prece

Mais uma prece.





Bom d+